terça-feira, 1 de abril de 2014

Entendendo uma Mesa de Som (Mixer)

Usadas para combinar, equalizar e controlar múltiplas fontes sonoras, as mesas de som já são equipamentos essenciais para qualquer aplicação de som. Por terem vários botões, controles, sliders e plugues, estes equipamentos carregam consigo a idéia de que são muito complicados para os usuários domésticos e amadores. Lendo este artigo, no entanto, você verá que isso tudo não passa de um mito e o uso de uma mesa de som, é muito fácil quando se dedica. Resumidamente, os sinais sonoros de uma fonte chegam até a mesa por conexões de entrada (os chamados Inputs), são devidamente processados pela mesa de acordo com as pré-definições do usuário (o que poderíamos chamar de mixagem ou equalização), e estes sinais, já processados, são por fim enviados para as caixas de som e outras fontes de reprodução (o que chamamos de Outputs). Indo um pouco mais além, com seu processamento integrado, uma mesa pode transformar sinais mono em estéreo, sobrepor canais, realizar fades entre canais diferentes, reverberar um mesmo canal e ainda aplicar muitos outros efeitos, deixando o som final ajustado ao ambiente, ao tipo de som reproduzido e muitas outras variáveis que interferem na definição de uma boa acústica. Vamos conhecer uma mesa de 4 ou 8 canais: As mesas de 4 a 8 canais certamente são suficientes para suprir as necessidades da maioria dos usuários domésticos e amadores. Seja para sua gravação doméstica, para apresentações em sua escola, universidade ou empresa, os equipamentos dentro desta faixa serão mais que suficientes para dar conta do processamento dos mais variados aparelhos, sejam eles de entrada (como microfones, sons de uma apresentação feita pelo computador, de uma mídia em um vídeo player, etc.) ou saída (amplificadores, caixas acústicas e outros equipamentos de reprodução em geral. VAMOS CONHECER UMA MESA DE 10 E 12 CANAIS Com equalizações de 3 vias para graves, médios e agudos, o modelo OMX-400 da Oneal oferece uma excelente qualidade sonora e uma das melhores relações custo benefício do mercado para os que procuram uma maneira prática e fácil de melhorar a qualidade de suas produções sonoras. Voltadas para consumidores que tenham aplicações sonoras mais elaboradas, estas mesas já são úteis para a produção final de materiais digitais, para a gravação de pequenos estúdios e o processamento de sistemas de som mais complexos como a sonorização de ambientes diversos, shoppings, clubes, grandes lojas e semelhantes. É comum que estas mesas já possuam alguns efeitos e outros incrementos mais elaborados para o controle do som, oferecendo muito mais opções e possibilidades de controle e mixagem do sinal sonoro final. Também da Oneal, a OMX-12X é um bom comparativo para vermos a diferença entre as mesas pequenas e médias. Com 12 canais, mas tendo também sua versão compacta em 10 canais, a função de balanceamento específico para cada entrada já oferece grandes ganhos de qualidade e mais opções de ajustes e melhorias sonoras. MESA DE SOM COM 16 CANAIS Estas mesas já são mais específicas para aplicações profissionais que requeiram equipamentos mais sofisticados para suas produções sonoras. Além dos efeitos e outras características adicionais, os materiais utilizados nestas mesas costumam ser muito mais puros e melhor produzidos, garantindo maior fidelidade e estabilidade aos sons processados. A utilização destas mesas é comum em estúdios de ensaios profissionais, pequenas casas de show, grandes auditórios e afins. Para aplicações mais complexas que estas, como estúdios de grandes gravadoras, cinemas de última geração e salas de editoração e masterização, é comum que grandes mesas de mixagem sejam encomendadas de acordo com as especificidades de uso. Em relação às mesas mais simples de 4 canais e as médias de 10 e 12 canais, as de 16 canais, como a CMS16 Phanton, são incomparavelmente mais elaboradas. Com barras gráficas, leds e outras indicações, os controles e ajustes finos ficam muito mais exatos, permitindo ganhos e equalizações de maior qualidade. Além disso, as funcionalidades como ganhos e efeitos extras fazem toda a diferença no processamento final do som, evitando distorções, ruídos, descompassos e outros problemas comuns em equipamentos de qualidade mais baixa. É claro que tudo isso só é realmente perceptível em grandes aplicações como as que citamos acima e não quase não interferem em usos mais básicos. Sempre estaremos aqui para informar e tirar dúvidas...